segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Simplesmente o Amor


Mas afinal, o que é o amor? Você acredita haver algum tipo de descrição capaz de significar ao menos parcialmente esse sentimento particular? Eu acredito que não. E sinceramente, você há de concordar comigo.

Todos os dias eu tento descrever em palavras o que seria o amor, mas confesso ainda não saber. O amor é ser simples e ao mesmo tempo complexo. O amor a gente sente. O amor a gente descobre. O amor é revelado. O amor é o amor de mãe, de pai, de irmão, de avós, da família. O amor é dizer eu-te-amo. O amor é um sentimento inexplicável. O amor é querer abraçar e beijar. O amor é sentir saudade 24-horas-do-dia. O amor é fé, é Deus. O amor entre os enamorados, entre os amigos. O amor é querer estar perto, grudadinho. O amor é respeito, compreensão, sinceridade. O amor é dizer sempre a verdade e não ter medo das consequências. O amor é... Aaah, simplesmente o AMOR.

Vamos concordar que a Psicologia não define o amor, nem sentimento algum. Fato. No entanto, psicologicamente analisando pode-se inferir que essa ciência (a Psicologia) procura explicações para o comportamento que esse tipo de sentir causa nos seres humanos. Às vezes os sentimentos e as emoções são tão fortes, mais tão fortes, que acaba comprometendo os âmbitos físico, psicológico, social, econômico e tudo mais. Acaba por acarretar sintomas externos e internos, mas não se preocupe há diversas saídas e caminhos que podem nos ajudar diante de tal situação ou acometimento.

Uma boa terapia, descanso, companhias agradáveis, dias tranquilos e alimentação saudável são passos cruciais para tirar-o-pé-da-lama, rs. Ou melhor dizendo, são caminhos que amenizam a dor de ordem sentimental, acalmam o coração e fazem com que você possa abrir os olhos e enxergar novos caminhos caso algo tenha dado errado. Contudo, se deu certo, ótimo, seja feliz e ame, sorria. Desfrute do prazer de amar e ser amado.

O amor é romanceado, fantasiado e transparecido também em filmes, em zilhões de livros, em outras milhares de músicas dos mais diversos estilos, bem como por vários autores consagrados da literatura. Por isso, selecionei algumas citações de escritores que admiro muito e que quando leio suas obras me identifico. Nestas, eles falam do amor. Aí vai: o irreverente Caio F. Abreu “E o amor, o amor, cara. O que eu faço com isso?”; a misteriosa Clarice Lispector “Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata”; a criativa e sentimental Clarissa Corrêa “Se perder para se encontrar. O amor é um encontro. De você com você mesmo. Amar é se ver nos olhos do outro. Mesmo que ele esteja com os olhos fechados”.

Primeiro aprenda a se amar, aí só assim você conseguirá amar verdadeiramente ao outro.
Boa leitura.

domingo, 6 de novembro de 2011

Depressão: uma realidade


A Psicologia, preocupada em investigar o comportamento humano, abrange diversos contextos da psique, buscando assim explicações e as melhores formas para amparar os indivíduos, e também as coletividades. O foco geralmente se volta para aqueles que ao ter consciência do seu “estado”, procuram então auxílio de um profissional qualificado a direcionar um caminho mais coerente a se tomar diante de dificuldades emocionais, sociais, bem como psíquicas.

Pensando sobre os transtornos que mais assolam a população, me deparei com a Depressão, significada assim como o estresse, como o “mal do século”. Ante as explicações posteriores, adianto que Depressão não é o mesmo que Transtorno Bipolar, nem muito menos tristeza. É possível inferir que a causa mais precisa continua desconhecida, entretanto a justificativa plausível a esta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo domínio do estado de humor.

A Depressão toma o indivíduo como um todo. Ou mais simplificadamente, é um transtorno de humor que acaba por comprometer seu corpo, humor e pensamento, afetando diversos âmbitos da vida.  De acordo com manuais e estudos mais detalhados, pode ainda ser dividida em três tipos principais, que são: depressão maior, distimia, e transtorno bipolar.

Os sintomas que acometem a esse transtorno depressivo são inúmeros, mas os mais comuns referem-se à perda de energia ou interesse, humor deprimido, dificuldade em se concentrar, alterações do apetite e do sono, lentidão para atividades físicas e mentais, sentimento de pesar e fracasso, pessimismo, choro fácil, inquietação, ideias de morte e/ou suicídio, desesperança, dentre muitos outros.

Estima-se que 8% das pessoas adultas lidam com uma doença depressiva em algum período da vida, e devido a isso não podem meramente recompor-se e melhorar por si próprio. A ausência de tratamento pode fazer com que os sintomas prolonguem-se por muito tempo. Depois de diagnosticado e com acompanhamento de profissionais adequados (psicólogo, psiquiatra...) necessita-se da realização de exames físicos, laboratoriais e psicológicos. Sendo assim, alguém que sofre de depressão carece fundamentalmente ajudar-se, além do apoio e companhia imprescindíveis da família e amigos. Fique atento!

Boa leitura.

sábado, 5 de novembro de 2011

Discutindo sobre o Bullying


Pensando em mais uma vez fazer a junção da Psicologia com algum assunto que faça parte do cotidiano, com o intuito de mesclar a ciência à prática, o tema abordado será o Bullying.

Palavra que deriva do inglês, Bullying é denominado “valentão”. Tendendo a acontecer quatro vezes mais entre meninos, é uma violência física ou psicológica, geralmente externada no meio escolar, lugar este pouco explorado e visível, comumente presenciada entre jovens na faixa etária de 10 a 21 anos, a qual traz como agressor uma única pessoa ou um grupo, o que mais comumente acontece, onde estes por meio de ações repetitivas e diretas têm como intuito constranger e amedrontar uma pessoa considerada “mais fraca”, ou também, que não revidaria, escolhida pelos agressores. Roubo, apelido, acusações verbais, difamação e indiferença são algumas dos principais métodos vivenciados.

A ocasião de violência, que causa ainda dor e angústia ao receptor, se dá em motivo da aparência física, competição, diferença de idade e até mesmo sem qualquer motivo de grande relevância, somente por estímulo de outros. Vale mencionar que o Bullying apresenta três principais focos: o agressor (ou agressores), a vítima e os observadores.

Inúmeros casos dessa prática já foram vivenciados, logo não é atual. Este é um problema de ordem mundial abrangendo consequências individuais e sociais, visto que é uma situação onde a vítima, na maioria dos casos, omite, reprime e esconde as acusações sofridas, assim causando sequelas gravíssimas a saúde e ao seu desenvolvimento. A vítima do Bullying pode e deve pedir ajuda e desabafar com a família ou no caso da escola, com os responsáveis da instituição para que seja tomada alguma atitude cabível e efetiva para sanar o problema, ou pelo menos amenizá-lo de forma eficaz, tal como a simples substituição do ambiente. Não dialogar sobre esse sofrimento psíquico ou físico tenderá a agravar cada dia mais a circunstância.

Procurar auxílio de um profissional da saúde nos âmbitos psicológico ou psiquiátrico, caso haja um sofrimento mental maior, é de extrema importância. Cuide-se. Você, pais ou docentes, em especial, atentem para o Bullying. É um problema corrente, mas o primeiro passo é sempre decisivo.

Boa leitura.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Trabalho e estresse juntos, não combinam com saúde

Analisar o estresse no trabalho é algo que a Psicologia tem pesquisado com frequência. Mas o que tem haver essa área com estresse e, ainda por cima, trabalho? Bem, a Psicologia não é só o estudo da mente e comportamento humanos. É observação, é pensamento, é análise. Sendo assim, alguns estudos revelam que cerca de 70% dos brasileiros sofrem de estresse nesse setor da sua vida.

O ambiente de trabalho a cada dia tem amplificado os níveis de estresse em incontáveis indivíduos. Sofrer com dores de cabeça, no corpo, no estômago, insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, dentre tantas sintomatologias são reflexos de uma vida de eternas correrias, tensões e desgastes emocionais diversos. Tenho certeza, que você leitor, há de concordar que isso é bem comum e transparente a toda a sociedade.

A tecnologia, talvez seja um dos fatores que mais pesam nessa transformação vivenciada diariamente pelos profissionais da atualidade. Entretanto, se pararmos para analisar esse não é um fato somente atual, é algo que vem crescendo desde os tempos mais remotos, a escravidão é um exemplo disso. Aí vem também, a posteriori, as exorbitantes horas de trabalho exigidas aos indivíduos, a sobrecarga de atividades, a melhor qualificação para obter salários mais compensatórios, a prática de 2, 3 ou até 4 empregos, bem como tantos outros artifícios a que as pessoas são submetidas para tentar obter uma vida mais tranquila financeiramente. Mesmo que isso, algumas vezes, na prática, não seja tão bonito e nem muito menos tão eficaz como o desejado. Enfim.

Pense com carinho no seu corpo, na sua vida, nos prazeres que você pode obter, não se privando de trabalhar, claro. Mas todo mundo precisa e quer conquistar sua independência financeira, ter sucesso profissional e assim viver confortavelmente. Estresse não é saudável, ser feliz dentro e fora é psiquicamente muito mais agradável e benéfico ao seu corpo e a sua mente.

Boa leitura, e menos estresse.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Convivendo com a Ansiedade


A Psicologia é a ciência que estuda a psique humana, por isso a mesma preocupa-se em buscar justificativas, ou ao menos alguns pontos, para esclarecer inúmeros comportamentos que afetam direta e indiretamente o indivíduo e sua mente.

Analisando prós e contras de centenas ou milhares de assuntos comuns ao dia-a-dia das pessoas, encontro a Ansiedade como um fenômeno globalizante e bem antigo em todos nós. Uma sensação de receio e de apreensão, sem causa evidente, e a que se agregam fenômenos somáticos tais como sudorese, taquicardia, insônia, perda de apetite, boca seca, dentre outros pode então ser descrita como esse sinal de alerta do organismo. Você deve estar pensando que Ansiedade é medo, não é? Negativo, estas duas sensações diferem pelo simples motivo que o medo tem ligação com uma situação ou objeto peculiar que apresenta perigo, real ou imaginário, e nos leva a evitá-lo. Já a Ansiedade não, como verá posteriormente.

Essa sensação de estranheza, vaga, com se algo ou você estivesse fora do lugar, possivelmente terá sua duração variante de alguns segundos a anos e sua intensidade de muito leve ao grave. Mas então, como é conviver com a Ansiedade? Fácil? Normal? É patológico? Superável? Traumático e angustiante? Na verdade, ninguém é ansioso, a pessoa fica ansiosa por alguma situação vivida ou por algum distúrbio psiquiátrico, e sendo assim existem muitos porquês e somente algumas justificativas para esse acontecimento.

Conviver com esse sinal de alerta é considerado normal quando a sensação apresenta-se de forma difusa, desagradável, de apreensão, mas que logo depois do momento de instabilidade a que o indivíduo fora submetido esta cessa e não há crescentes prejuízos. Entretanto, a Ansiedade dita anormal ou patológica é relatada como uma resposta inadequada a determinado estímulo, em virtude de outros fatores que acompanharem o momento, paralisando por fim o indivíduo, trazendo junto a isso prejuízos ao seu bem estar, ao seu desempenho, e não permite que o mesmo prepare-se e enfrente situações ameaçadoras.

Não se preocupe tanto, mas haja com cautela, supere seus medos, busque metas, exercite sua autoestima e acima de tudo: não desista dos seus sonhos e objetivos por causa da Ansiedade. Caso isso te traga algum desconforto maior, e ache necessário, procure auxílio com um profissional da saúde.

Boa leitura.