domingo, 16 de fevereiro de 2014

Amor pela escrita

Pra quem ainda não sabia, sim eu escrevo. Escrevo porque gosto, porque alimenta a alma, porque posso desabafar nas letras, porque é uma forma de se entregar, porque o meu coração transborda em frases redigidas, porque eu tenho amor nessa prática, porque eu faço sem nem sentir, porque é natural demais pra mim, porque me identifico. Escrever é arte, é dom, é espontaneidade. E na tela do computador ou no papel consigo ir além do que os meus olhos conseguem ver, eu escrevo, converso, sinto e entendo... Tudo.

Resumo

Pra que resumir? Eu quero uma vida cheia de pontos, vírgulas, exclamações e interrogações, principalmente. Se é pra viver, que seja na plenitude e com grande número de palavras, de escritos, de reflexões. Desejo poder apagar, reescrever e (re)começar quantas vezes for preciso. Não quero limitações, podações e cortes quaisquer. Eu desejo voar com os pés no chão, sorrir e chorar se preciso, lutar até faltar as forças e me superar, subir grandes montanhas e descer de forma tranquila, sem pressa, com um vento leve no rosto. Pra que tantas sínteses? Não entendo, acho que nem quero entender. Nasci para ser completa, prolixa, inteira, um vocabulário inteiro de ações, e estou totalmente aberta aprendizagem. Os erros fazem parte, passei longe da perfeição. Sim, eu quero tudo isso e muito mais. Eu desejo ser eu mesma, mesmo que por vezes isso me doa, mas principalmente pelo simples dom de ser... Eu, autêntica, subjetiva, singular, um ser que existe, pensa, reflite, falha e que conhecimento pouco é bobagem. Eu quero um mundo de teorias e práticas, a junção de tudo, e muito mais.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Dislexia

Aprender é entender muitas coisas, é buscar conhecimentos, é procurar saber o porquê, é descobrir novos caminhos e superar obstáculos, com toda certeza, e a Psicologia me permite passear e vivenciar cada detalhe da infinitude humana. Dentre as leituras, observações, teóricos e questões outras, tenho encontrado a Educação como uma mola propulsora e instigante de informações sobre o espaço escolar. A partir daí, compreendi em meio a Psicologia Educacional que dar novos passos nem sempre é tão fácil quanto parece, e para algumas pessoas é ainda mais complicado, principalmente quando se fala em Dislexia.

Considerada um distúrbio da aprendizagem, a Dislexia pode vir a ser avaliada já a partir de cinco anos e meio, e há combinações de sintomas, em intensidade de níveis que variam entre o sutil ao severo. No Brasil, esse distúrbio é causa ainda ignorada de evasão escolar, de insucesso na aprendizagem, e pode ser chamado de “analfabetismo funcional”.

De uma forma mais simples, o disléxico tem as áreas da leitura, fala e cálculo afetadas, e diz-se que a dificuldade tem base neurológica, podendo ser hereditário. A criança ou adulto acometido por tal distúrbio apresenta seu hemisfério cerebral lateral direito mais desenvolvido do que leitores comuns, condição essa que vem a favorecer e potencializar outras atividades relacionadas à sensibilidade, artes, atletismo, mecânica, criatividade, habilidades intuitivas e etc. Porém, tal acometimento gera ao indivíduo dificuldade de concentração, em decodificar símbolos, ler, escrever, soletrar, compreender um texto, reconhecer fonemas, exercer tarefas relacionadas à coordenação motora, pelo hábito de trocar, inverter, omitir ou acrescentar letras/palavras ao escrever, podendo acarretar também em hiper ou hipo atividade, mudanças bruscas de humor, baixa autoestima, entre outras.

Então, a pessoa com dislexia aprende? Claro que sim, só que é preciso uma identificação breve (como, por exemplo, com o apoio da ressonância magnética), paciência e muito carinho, para que a criança não passe por momentos constrangedores e caracterizações desnecessárias, bem como não seja taxada antecipadamente de ignorante ou incapaz para executar as atividades escolares. O tratamento aqui é conjunto: profissionais (como o Psicólogo e Fonoaudiólogo), pais, professores e colegas. Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito especial de ser e aprender que reflete, de forma diferente, a expressão individual da mente.

Boa leitura!