Pra que resumir? Eu quero uma vida cheia de pontos,
vírgulas, exclamações e interrogações, principalmente. Se é pra viver, que seja
na plenitude e com grande número de palavras, de escritos, de reflexões. Desejo
poder apagar, reescrever e (re)começar quantas vezes for preciso. Não quero
limitações, podações e cortes quaisquer. Eu desejo voar com os pés no chão,
sorrir e chorar se preciso, lutar até faltar as forças e me superar, subir
grandes montanhas e descer de forma tranquila, sem pressa, com um vento leve no
rosto. Pra que tantas sínteses? Não entendo, acho que nem quero entender. Nasci
para ser completa, prolixa, inteira, um vocabulário inteiro de ações, e estou
totalmente aberta aprendizagem. Os erros fazem parte, passei longe da
perfeição. Sim, eu quero tudo isso e muito mais. Eu desejo ser eu mesma, mesmo
que por vezes isso me doa, mas principalmente pelo simples dom de ser... Eu,
autêntica, subjetiva, singular, um ser que existe, pensa, reflite, falha e que
conhecimento pouco é bobagem. Eu quero um mundo de teorias e práticas, a junção
de tudo, e muito mais.

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