domingo, 2 de fevereiro de 2014

Dislexia

Aprender é entender muitas coisas, é buscar conhecimentos, é procurar saber o porquê, é descobrir novos caminhos e superar obstáculos, com toda certeza, e a Psicologia me permite passear e vivenciar cada detalhe da infinitude humana. Dentre as leituras, observações, teóricos e questões outras, tenho encontrado a Educação como uma mola propulsora e instigante de informações sobre o espaço escolar. A partir daí, compreendi em meio a Psicologia Educacional que dar novos passos nem sempre é tão fácil quanto parece, e para algumas pessoas é ainda mais complicado, principalmente quando se fala em Dislexia.

Considerada um distúrbio da aprendizagem, a Dislexia pode vir a ser avaliada já a partir de cinco anos e meio, e há combinações de sintomas, em intensidade de níveis que variam entre o sutil ao severo. No Brasil, esse distúrbio é causa ainda ignorada de evasão escolar, de insucesso na aprendizagem, e pode ser chamado de “analfabetismo funcional”.

De uma forma mais simples, o disléxico tem as áreas da leitura, fala e cálculo afetadas, e diz-se que a dificuldade tem base neurológica, podendo ser hereditário. A criança ou adulto acometido por tal distúrbio apresenta seu hemisfério cerebral lateral direito mais desenvolvido do que leitores comuns, condição essa que vem a favorecer e potencializar outras atividades relacionadas à sensibilidade, artes, atletismo, mecânica, criatividade, habilidades intuitivas e etc. Porém, tal acometimento gera ao indivíduo dificuldade de concentração, em decodificar símbolos, ler, escrever, soletrar, compreender um texto, reconhecer fonemas, exercer tarefas relacionadas à coordenação motora, pelo hábito de trocar, inverter, omitir ou acrescentar letras/palavras ao escrever, podendo acarretar também em hiper ou hipo atividade, mudanças bruscas de humor, baixa autoestima, entre outras.

Então, a pessoa com dislexia aprende? Claro que sim, só que é preciso uma identificação breve (como, por exemplo, com o apoio da ressonância magnética), paciência e muito carinho, para que a criança não passe por momentos constrangedores e caracterizações desnecessárias, bem como não seja taxada antecipadamente de ignorante ou incapaz para executar as atividades escolares. O tratamento aqui é conjunto: profissionais (como o Psicólogo e Fonoaudiólogo), pais, professores e colegas. Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito especial de ser e aprender que reflete, de forma diferente, a expressão individual da mente.

Boa leitura!

Nenhum comentário:

Postar um comentário