Aprender é entender muitas coisas, é buscar
conhecimentos, é procurar saber o porquê, é descobrir novos caminhos e superar
obstáculos, com toda certeza, e a Psicologia me permite passear e vivenciar
cada detalhe da infinitude humana. Dentre as leituras, observações, teóricos e
questões outras, tenho encontrado a Educação como uma mola propulsora e
instigante de informações sobre o espaço escolar. A partir daí, compreendi em
meio a Psicologia Educacional que dar novos passos nem sempre é tão fácil
quanto parece, e para algumas pessoas é ainda mais complicado, principalmente
quando se fala em Dislexia.
Considerada um distúrbio da aprendizagem, a
Dislexia pode vir a ser avaliada já a partir de cinco anos e meio, e há combinações de
sintomas, em intensidade de níveis que variam entre o sutil ao severo. No Brasil,
esse distúrbio é causa ainda ignorada de evasão escolar, de insucesso na
aprendizagem, e pode ser chamado de “analfabetismo funcional”.
De
uma forma mais simples, o disléxico tem as áreas da leitura, fala e cálculo
afetadas, e diz-se que a dificuldade tem base neurológica, podendo ser
hereditário. A criança ou adulto acometido por tal distúrbio apresenta seu
hemisfério cerebral lateral direito mais desenvolvido do que leitores comuns,
condição essa que vem a favorecer e potencializar outras atividades
relacionadas à sensibilidade, artes, atletismo, mecânica, criatividade,
habilidades intuitivas e etc. Porém, tal acometimento gera ao indivíduo
dificuldade de concentração, em decodificar símbolos, ler, escrever, soletrar,
compreender um texto, reconhecer fonemas, exercer tarefas relacionadas à
coordenação motora, pelo hábito de trocar, inverter, omitir ou acrescentar
letras/palavras ao escrever, podendo acarretar também em hiper ou hipo
atividade, mudanças bruscas de humor, baixa autoestima, entre outras.
Então, a pessoa com dislexia aprende? Claro
que sim, só que é preciso uma identificação breve (como, por exemplo, com o
apoio da ressonância magnética), paciência e muito carinho, para que a criança
não passe por momentos constrangedores e caracterizações desnecessárias, bem
como não seja taxada antecipadamente de ignorante ou incapaz para executar as
atividades escolares. O tratamento aqui é conjunto: profissionais (como o
Psicólogo e Fonoaudiólogo), pais, professores e colegas. Dislexia, antes de
qualquer definição, é um jeito especial de ser e aprender que reflete, de forma
diferente, a expressão individual da mente.
Boa leitura!

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