sábado, 21 de janeiro de 2012

Autismo: Um mundo particular


Ao escrever essa coluna, me vejo no dever de transmitir um pouco dos intensos estudos investidos a Psicologia. Uma busca, uma investigação e um processo de observação e escuta são pertinentes a essa área do conhecimento, por isso intento em transcrever a você, leitor, alguns relatos leigos, porém com parcial embasamento teórico sobre as inúmeras curiosidades, bem como realidades, da vida cotidiana de milhares e milhares de pessoas.

Portanto, venho discutir com você, lado a lado, dessa vez, uma polêmica e difícil situação recorrente em muitas famílias: o Autismo, termo que significa ausente ou perdido. Esta síndrome é definida como uma disfunção global do desenvolvimento, ou de forma mais simples, é um transtorno mental que afeta a comunicação e o comportamento humano. O Autismo pode ser significado por alterações já presentes antes dos três anos de idade, caracterizando-se através de mudanças qualitativas no ato de comunicar-se, na socialização e no uso da imaginação. A incidência é maior em meninos do que em meninas.

Faz-se válido salientar que um dos espectros mais conhecidos do Autismo, de forma mais grosseira, é a Síndrome de Asperger, diferenciando pela intensidade do acometimento. O Autismo tem como foco peculiar o isolamento do indivíduo portador e a auto-concentração, apresentando assim uma incapacidade inata para constituir relações afetivas, bem como para responder aos estímulos do meio. Sendo também conhecido como uma dificuldade que se exprime por um alheamento da criança ou adulto acerca do seu mundo exterior, encontrando-se centrado em si mesmo. Este transtorno compromete o desenvolvimento psiconeurológico, e em alguns casos pode apresentar retardo mental.

Grande parte das crianças autistas são aparentemente normais, mas passam o tempo submergidas em comportamentos ininteligíveis e hiperativos, totalmente distintos do comportamento de crianças típicas. Alguns dos principais sintomas do Autismo são: relacionamento interpessoal comprometido, dificuldade de relacionamento com outras crianças, atraso significativo ou ausência da linguagem verbal, mímica e gestual, pouco ou nenhum contato visual, preferência pela solidão e modos arredios, rotação de objetos, ausência de resposta aos métodos normais de ensino, insistência em gestos idênticos, não tem real medo do perigo, recusa colo ou afagos, dificuldade em expressar necessidades, e muitos outros.

Ainda não são notórias as causas particulares do Autismo, e também não há um tratamento específico. Logo, o diagnóstico preciso não é uma empreitada fácil para o profissional, já que pode haver problemas para distinguir entre crianças com autismo e crianças não-verbais com déficits de aprendizado. Pesquisas revelam que um tipo específico de intervenção pode funcionar bem por certo período nos anos anteriores à escolarização, e não funcionar tão bem nos anos subsequentes. Pensando assim, se uma criança for diagnosticada com Autismo ainda quando pequena, há maiores chances de restringir os sintomas, e consequentemente a melhora da convivência com a família e com a sociedade.

De modo geral, o Autismo é ainda um grande tabu entre as famílias, o não aceitar e o não saber lhe dar com a criança portadora desta síndrome muitas vezes ocasiona conflitos no relacionamento, ocorrendo um choque psicológico, que aos poucos diminui, mas nunca acaba por inteiro. Não é algo fácil e nem ao menos comum, mas é possível haver uma adaptação direcionada a essas pessoas, para que então se possa ter uma vida melhor e com mais qualidade. Ter um parente Autista demanda paciência e compreensão.

Boa leitura.

Um comentário:

  1. Olá Geyse! Querida adorei seu Blog,textos bem interessantes e com uma escrita bem acessível para todos os públicos, sem claro perder o intuito informativo. Amei, sempre que puder passo por aqui para ler seus textos. Parabéns!!

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