quarta-feira, 4 de abril de 2012

Fobia Social: Mais que uma simples timidez


Observe o caso: “Por volta dos 12 anos comecei a perceber que ao ser observado ou exposto a alguma situação que me deixasse constrangido, algumas reações desagradáveis surgiam. Com o passar do tempo esses sintomas se agravaram. Destas sensações estranhas a que eu era acometido, as que mais me incomodavam era a vermelhidão na face e orelhas ardendo, sudorese, tremores e taquicardia. Eu não me considero uma pessoa tímida, de fato. Entretanto, esse tipo de reação comportamental e física algumas vezes me causa depressão, nada que detenha minha rotina. Mas, confesso que evito pessoas e ocasiões que possam acarretar tais situações".

Debrucei-me sobre algumas leituras, e uma das que mais me chamou a atenção foi a texto do livro “Mentes Ansiosas” da autora Ana Beatriz B. Silva, também escritora de algumas outras obras como “Mentes Perigosas”, “Bullyng” e “Mentes Inquietas”. Já que a cada vez mais me preocupo em discutir com você, leitor, um pouco sobre a vastidão do mundo da Psicologia, dessa vez trago um tema bastante curioso e que me deixou bastante fascinada: Fobia Social, Timidez Patológica ou Transtorno de Ansiedade Social (TAS), como queira nominar.

De acordo com o dicionário, Timidez significa aquele que tem temor, que tem dificuldade de relacionar-se com outrem; acanhado, bisonho, retraído. Apesar dessa definição, ainda não há palavras que descrevam exatamente o que é a timidez. Você vai concordar comigo que é bastante comum ouvir pessoas que dizem ser tímidas, visto que essa é uma característica apresentada por grande porção da população, quer seja em maior ou menor grau, e vale salientar que isso não necessariamente constitui-se em doença. A fase mais propícia a desenvolver essa patologia é a adolescência, esconder os sintomas só agrava a situação.

Em linhas gerais, Fobia Social é quando a timidez se apresenta de forma exagerada, logo a ansiedade se dá de forma demasiada, persistente e constante, causando muitas vezes sofrimento ao indivíduo. É um dos transtornos mentais mais recorrentes na população geral, e não há uma prevalência maior em homens ou mulheres. Faz-se importante dizer que é natural sentir-se envergonhado quando observado, esse desconforto até certo ponto é aceitável. Passa-se a considerar Timidez Patológica quando o resultado causado na pessoa acometida revela-se diante de uma enorme limitação pela evitação de situações ou atividades sociais temidas, além de acontecer danos profissionais e afetivos, tais como: prejuízos em relacionamentos, abandono de trabalho ou faculdade e falar em público.

O portador da TAS geralmente se isola, sofrendo de intensa solidão, podendo ainda acontecer de maneira circunscrita (mais restrita) ou do tipo generalizada e os sintomas podem mostrar-se semelhantes a um ataque de pânico. Geralmente, patologias do comportamento humano costuma vir acompanhados de outras comorbidades, neste caso, pode associar-se a depressão ou abuso de drogas/álcool. Por fim, o diagnóstico é clínico, ou seja, constituído a partir do relato dos sintomas do paciente e as formas mais eficazes de tratamento são a Psicoterapia, por meio da Terapia Cognitivo-Comportamental e a Farmacoterapia, auxiliado pelo Psiquiatra, claro.

Ótima leitura a todos!

Nenhum comentário:

Postar um comentário