Quem nunca ficou deitado na cama pensando no que
poderia ser, mas não foi? Os SE’s que a vida nos mostra são angustiantes, eu
sei, porém se ficarmos pensando sempre no como seria tal coisa a gente não vive
o que vem a nossa frente, e que com certeza, pode e deve ser ainda melhor.
Desta vez, não vim pra conversar com você sobre as incertezas da vida, contudo,
algo que tem arrancado minha atenção são as memórias que guardamos no coração,
por vezes boas e outras nem tão fáceis assim.
Os lugares tem memória, isso é fato. E porque falo isso? A cada fase que vivenciamos ao longo dos nossos dias acaba tendo uma história... Os ambientes, as pessoas, um quarto, uma sala, uma cozinha, uma simples rua e principalmente uma casa. Espaços que a gente pode passar anos e anos sem frequentar, após as reviravoltas da vida, aí você volta lá e “txá”, vem aquele flashback louco que desnorteia totalmente qualquer um. É inevitável, e parcialmente dolorido. Há alguns dias atrás frequentei um lugar que me trouxe inenarráveis lembranças, e olha, não foi fácil, parecia que eu estava vivendo tudo de novo, mas a sensação que me causara naquele instante era de vazio, faltava algo, estava tudo diferente, e aquilo me machucou. Era um pedaço de história, cada cantinho daquele, tinha reminiscências de pessoas, de uma família, e dentro de mim parecia que ia desabar tudo. Foi preciso firmeza. As dificuldades existem, e é preciso ser forte.
Preocupo-me sempre em trazer temas que arranquem a curiosidade, e sei que você já sentiu isso em algum momento da sua existência. Essa sensação vem principalmente quando há a perda de algum ente querido, o coração aperta e você não sabe explicar o porquê daquele sufoco. Memória sim, nosso coração, órgão vital do corpo, tem a sua essência. Ele não escreve, não fala, não grita, mas ele indiretamente transmite pra gente quando algo está errado, são sinais orgânicos, e sentimentais, não deixa de ser. Eu sou puro coração, não sei você. Sei ser extremamente racional também, porém o que responde mais fortemente são os sentidos, afinados, frágeis, delicados, sensíveis e intuitivos.
A vida tem dessas coisas, no fim tudo se dissolve e se resolve. Lembre, o coração tem memória, e ninguém nunca vai apagar. A gente pode mudar de endereço, conhecer novas pessoas, arranjar um novo emprego, alterar a rotina, mas algumas coisas simplesmente ficam guardadas, naquele espacinho, lá no fundo, que é só seu. E é preciso, porque somos diários ambulantes de uma vida que não para.
Boa leitura.

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