Pare pra pensar: Quão frágil podemos ser? Há alguns
dias tenho me perguntado até onde iria à sensibilidade, delicadeza e sutileza
do nosso corpo e mente. E nossa força, onde ela se mantém guardada? Somos tão
fortes quanto realmente parecemos?
A cada texto neste espaço escrito aposto em
assuntos diversos, e então acredito que cada um de vocês, que lê, se sente
tocado de alguma forma. Certos temas me atingem profundamente, de um jeito
particular e único, não sei bem explicar, só sei que é assim. Já ouvi muita
gente me dizer: “Ah, seu texto parece muito comigo, me identifiquei com ele”. É
gratificante, pois quando escrevo redijo muito mais do que palavras, tem
sentimento, alma, coração, e é isso que tento passar para o leitor.
Portadores de transtornos, pessoas com necessidades
especiais, casais homoafetivos, estruturas familiares díspares, gostos musicais
diversos (romântico, gospel, forró, pop, eletrônico, forró), escolha
profissional por dom (ou não), estilo de vida “corrido”, escritores natos e por
hábito, homo ou heterossexual... Diferentes sim, mas isso não tem nada de
“anormal”.
Somos dessemelhantes, talvez essa seja a parte mais
divertida da vida. Imagine: Seria sem graça achar simetrias em cada um de nós,
ter exatamente os mesmos gostos, sempre ir aos mesmos lugares, ver os mesmos
filmes, enfim. Chato, não? Falo isso porque gosto de fazer com que você reflita
sobre pequenas coisas, tão singelas que por vezes passam despercebidas pelo
nosso apressado e estressante cotidiano. Frágeis, montados em escudos, armados
com palavras, valentes, sábios, delicados, amáveis (e amantes), ferozes e
prontos pro ataque. Seres de carne e osso, de qualidades e defeitos, com
caracteres singulares, verdadeiras flores em pele.
Sejamos mais abertos, solidários, honestos. Plantemos
amor, para colher mais e mais amor. Colha os frutos de uma vida que é sua e
precisa ser vivida intensamente a cada segundo. Não se permita usar rédeas,
corra atrás do insuperável, e se supere. Planeje, atinja metas. Porque somos
flores andantes, sem raízes fixadas no solo, mas temos um solo fértil, capaz de
produzir e de nos fazer seres invencíveis, incríveis e insubstituíveis.
Boa leitura!

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